
As borboletas também choram
Abro a persiana do Universo e num céu de cristal muito azul, a estrela mais pequenina pega-me ao colo pelo olhar. Observo-a longínqua e tão perto de mim, mas não a consigo tocar. Calo para não gritar a cachoeira de sentimentos que me afogam e grito para não calar o mar de cor das minhas asas. Voo para lá da imensidão do meu ser. Sou tão pequenina ao colo da estrela mais pequenina do universo e sou tão grande dentro de mim, que me perco e não me encontro.
Está tudo certo, está tudo no lugar, o sol nasce todas as manhas, o sol adormece todos os final de tarde.
Abro a persiana do Universo e num céu de cristal muito azul, a estrela mais pequenina pega-me ao colo pelo olhar. Observo-a longínqua e tão perto de mim, mas não a consigo tocar. Calo para não gritar a cachoeira de sentimentos que me afogam e grito para não calar o mar de cor das minhas asas. Voo para lá da imensidão do meu ser. Sou tão pequenina ao colo da estrela mais pequenina do universo e sou tão grande dentro de mim, que me perco e não me encontro.
Está tudo certo, está tudo no lugar, o sol nasce todas as manhas, o sol adormece todos os final de tarde.
Mas a cachoeira dos meus olhos rasga-me o peito e hoje parece não perceber. Calo para não gritar, silêncio para não chorar. Mas elas fortes e determinadas encontram um caminho e quando dou por mim um mar cálido aquece o meu rosto, a minha respiração forma nuvens lá no céu e eu adormeço e me enlouqueço e me entonteço num mar de palavras mudas... que revolvem, e acariciam e abraçam e transformam o mar revolto num lago límpido e cristalino de uma bela manha, porque as borboletas também choram e quando elas choram formam dois lagos de cor e um arco-íris, que amacia a Alma, que chama a razão, e dá a mão á voz pequenina que salta do coração e numa vozinha muito terna pede com carinho que a amem como lagarta que é... que a deixem poisar as suas asas e descansar, porque ela agora apenas quer ficar a observar as estrelas, a cantar para a lua, abraçar-se ao vento norte, a cometer suas loucuras, a pintar o arco-íris de outras cores... a ser pequenina, menina e mulher.
As borboletas também choram... e ás vezes, aos borbotões.
Dizem que as lágrimas das borboletas tem poderes, como também os têm os chifres dos unicórnio.
Eu não tenho poderes como as borboletas e os unicórnios, tenho apenas a força do meu abraço. Por isso os meus braços estão sempre abertos, prontos para abraçar... como as asas dos anjos e das borboletas estão sempre prontas para o voo.........
......mas sei que hoje as borboletas choraram.
As borboletas também choram... e ás vezes, aos borbotões.
Dizem que as lágrimas das borboletas tem poderes, como também os têm os chifres dos unicórnio.
Eu não tenho poderes como as borboletas e os unicórnios, tenho apenas a força do meu abraço. Por isso os meus braços estão sempre abertos, prontos para abraçar... como as asas dos anjos e das borboletas estão sempre prontas para o voo.........
......mas sei que hoje as borboletas choraram.

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