Thursday, January 29, 2009

A chuva




Escutei-a fustigar o telhado… plim… plim… Traduzi a sua linguagem suave que depois se tornou um pouco mais intensa… e não resisti ao cantar mágico e apelativo.



Será de uma forma semelhante que as sereias encantam os homens? Não sei, mas a chuva encantou-me.



Sai a correr para a rua, travei um pouco o meu passo quando me apercebi que poderia não estar só. Mas estava… e soltei o meu jeito de menina, abri os braços, olhei o céu e sorri para ti. Senti o brilho especial da Natureza, a chuva fresca tocar a pele quente do meu rosto, acariciar os meus olhos, pescoço, ombros… gotículas maravilhosas deslizavam pelos meus braços com delicadeza… senti-as cair sobre a palma das minhas mãos… senti a sensualidade do momento… mas de uma forma tão pura, tão sem maldade.






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