
Venho mergulhar no meu cantinho. Hoje tenho uma asa quebrada. E o que hoje escrevo apenas a hoje se refere e sinceramente espero conseguir soprar para longe o que agora estou a sentir.
Sinto de uma forma tão intensa que me faz doer cá dentro e fora de mim. Sinto a beleza que trespassa a Alma deste corpo e sinto também a tristeza com tal intensidade que me faz mergulhar no núcleo. Na maioria das alturas não consigo viver na superficie, o meu sentir vai mesmo ao núcleo, intensifica as emoções, os cheiros, as cores. Para exemplificar: é como uma gotinha de água que cai na mão. Uma pessoa "normal" nem se aperceberia que essa gotinha de água a estava a tocar, mas se essa gotinha de água caisse na minha mão, num momento como o de agora, todo o meu ser mais profundo iria estremercer e uma cachoeira de Vida inundaria o meu sentir. Pode haver quem ache muito bonito, quem encontre nesta forma de sentir poesia, mas a realidade é que esta forma de sentir vive no limite de um paraiso e de um precipicio e eu tenho que me lembrar constantemente das respostas, lembrar-me da respiração, recolher-me dentro de mim mesma, encontrar-me, abraçar-me na minha forma mais pequena, mais pura, a forma do inicio dos tempos, o núcleo, para não cair no precipicio. E depois de ultrapassado, tudo passa a ser céu. É como o sol que está por tras das nuvens e se manifesta.
Por vezes sinto-me um cogumelo azul no meio de milhares de cogumelos amarelos. Tento disfarçar a minha cor, digo para mim mesma que consigo ser um cogumelo amarelo, mas qdo olho cá dentro e me procuro, é no azul que mergulho. E quando me vejo no reflexo do lago de cristal, a tristeza brilha nos meus olhos porque tudo é azul cá dentro e eu só posso ser feliz se aceitar esse azul dentro de mim. Camaleão não posso ser. A minha essencia é como um sol que abraça esta vida. Dentro da perfeição, sou imperfeita demais para a vida neste planeta. A Vida por si só é tão perfeita, mas o ser humano por vezes é tão estranho, assusta-me.
E a minha asa quebrada dói, fazendo-me lembrar os insectos que eu salvava com um pauzinho, quando estes se estavam quase a afogar no tanque do jardim da minha casa, quando era criança. Eu escutava os seus gitos no silencio e ia a correr para junto do tanque e lá estava uma borboleta, ou um besouro, ou outro bichinho a afogar-se, a lutar pela vida, a gritar.... e eu salvava-o. Eu conseguia escutar aquele minusculo bichinho dentro de mim, era como uma vibração que vinha de encontro a mim e eu escutava aquele grito inaudivel ao normal ouvido humano, mas tão estridente no meu ouvido. Na altura não pensava, achava normal. Mas hoje quando penso nisso acho tão bonito. Cresci e perdi essa capacidade, mas outras se mantiveram e uma delas foi o de "o sentir" nunca parar de crescer. Estou cansada de sentir com demasia, mas por outro lado fascina-me. É um caminho muito solitário, não tem termo de comparação simplesmente porque cada ser humano é único e incomparável.
Eu sei que mais logo já vou estar melhor e vou como sempre colocar a minha mão no tronco das árvores e sentir a Vida a pulsar dentro delas com a maior das naturalidades. É muito bonito de sentir... e olha, acabei de encontrar um bom motivo para sorrir.
Obrigada Maharaji por pores travão a esta mente pulsante e por me mostrares onde está o meu verdadeiro berço, o meu coração.
Sinto de uma forma tão intensa que me faz doer cá dentro e fora de mim. Sinto a beleza que trespassa a Alma deste corpo e sinto também a tristeza com tal intensidade que me faz mergulhar no núcleo. Na maioria das alturas não consigo viver na superficie, o meu sentir vai mesmo ao núcleo, intensifica as emoções, os cheiros, as cores. Para exemplificar: é como uma gotinha de água que cai na mão. Uma pessoa "normal" nem se aperceberia que essa gotinha de água a estava a tocar, mas se essa gotinha de água caisse na minha mão, num momento como o de agora, todo o meu ser mais profundo iria estremercer e uma cachoeira de Vida inundaria o meu sentir. Pode haver quem ache muito bonito, quem encontre nesta forma de sentir poesia, mas a realidade é que esta forma de sentir vive no limite de um paraiso e de um precipicio e eu tenho que me lembrar constantemente das respostas, lembrar-me da respiração, recolher-me dentro de mim mesma, encontrar-me, abraçar-me na minha forma mais pequena, mais pura, a forma do inicio dos tempos, o núcleo, para não cair no precipicio. E depois de ultrapassado, tudo passa a ser céu. É como o sol que está por tras das nuvens e se manifesta.
Por vezes sinto-me um cogumelo azul no meio de milhares de cogumelos amarelos. Tento disfarçar a minha cor, digo para mim mesma que consigo ser um cogumelo amarelo, mas qdo olho cá dentro e me procuro, é no azul que mergulho. E quando me vejo no reflexo do lago de cristal, a tristeza brilha nos meus olhos porque tudo é azul cá dentro e eu só posso ser feliz se aceitar esse azul dentro de mim. Camaleão não posso ser. A minha essencia é como um sol que abraça esta vida. Dentro da perfeição, sou imperfeita demais para a vida neste planeta. A Vida por si só é tão perfeita, mas o ser humano por vezes é tão estranho, assusta-me.
E a minha asa quebrada dói, fazendo-me lembrar os insectos que eu salvava com um pauzinho, quando estes se estavam quase a afogar no tanque do jardim da minha casa, quando era criança. Eu escutava os seus gitos no silencio e ia a correr para junto do tanque e lá estava uma borboleta, ou um besouro, ou outro bichinho a afogar-se, a lutar pela vida, a gritar.... e eu salvava-o. Eu conseguia escutar aquele minusculo bichinho dentro de mim, era como uma vibração que vinha de encontro a mim e eu escutava aquele grito inaudivel ao normal ouvido humano, mas tão estridente no meu ouvido. Na altura não pensava, achava normal. Mas hoje quando penso nisso acho tão bonito. Cresci e perdi essa capacidade, mas outras se mantiveram e uma delas foi o de "o sentir" nunca parar de crescer. Estou cansada de sentir com demasia, mas por outro lado fascina-me. É um caminho muito solitário, não tem termo de comparação simplesmente porque cada ser humano é único e incomparável.
Eu sei que mais logo já vou estar melhor e vou como sempre colocar a minha mão no tronco das árvores e sentir a Vida a pulsar dentro delas com a maior das naturalidades. É muito bonito de sentir... e olha, acabei de encontrar um bom motivo para sorrir.
Obrigada Maharaji por pores travão a esta mente pulsante e por me mostrares onde está o meu verdadeiro berço, o meu coração.

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